O protocolo ax promete tornar a taxa de transmissão de dados quatro vezes mais rápida e facilitar a conexão de múltiplos dispositivos em redes públicas, sem perda de capacidade.
A mudança de padrões acompanha a busca por maior eficiência. Com a transformação digital, as ondas tecnológicas ficaram mais curtas, exigindo agilidade na definição de novos parâmetros de equipamentos pela Wi-Fi Alliance e o IEEE.
O lançamento do padrão Wi-Fi 802.11ax vai deixar o atual 802.11ac de lado, com previsão de quadruplicar a taxa de transmissão de dados e ainda facilitar a conexão de múltiplos dispositivos em redes públicas, que geralmente perdem capacidade quanto maior o volume de aparelhos. Alguns fabricantes já anunciaram chips e equipamentos compatíveis com o 802.11ax, mas a adoção inicial começa a partir de 2019 e a implementação efetiva entre 2020 a 2022.
O antigo padrão 802.11ac foi publicado em 2013. Bastante adotado entre as fabricantes ao longo dos últimos anos, ampliou as capacidades de antenas múltiplas ( MIMO – Multiple-Input and Multiple-Output), melhorando a transmissão do sinal de Internet. A tecnologia ainda apresentava pequenos gargalos ao receber muitos dispositivos simultaneamente, como em grandes eventos. Para superar o obstáculo, a nova geração de Wi-Fi ax traz a tecnologia MIMO-OFDM (Orthogonal Frequency-Division Multiplexing) que subdivide os sinais ainda mais e reduz a quantidade de interferência de redes.
Em teoria, a capacidade máxima do 802.11ax será acima de 10 Gbps, enquanto o atual padrão ac, hoje considerado o mais rápido, chega a 7 Gbps. Em testes realizados em ambientes controlados, a nova tecnologia foi capaz de ampliar em até 300% a velocidade de transferência dos dados, se comparada o padrão Wi-Fi 802.11ac. O avanço resulta de uma melhor utilização do espectro da rede, sem que seja necessário modificar a infraestrutura atual. A nova geração ganha no alcance, podendo trabalhar nas faixas de frequência 2,4 e 5 GHz, enquanto a anterior opera apenas em 5 GHz.
Além do melhor desempenho em locais com muitos dispositivos, o padrão 802.11ax terá um melhor alcance através das paredes, obstáculo que costumavam provocar algumas interrupções de sinal, e o consumo de energia dos aparelhos será reduzido, explica Fernando Neves, country manager da AirTight do Brasil e coordenador do Grupo de Trabalho de Wi-Fi Seguro.
