As eleições para os conselheiros tutelares com mandato de 2020 a 2023, realizada domingo (6) em todo o país, contaram com a participação de eleitores que nunca haviam votado anteriormente.
Ao todo, 30 mil conselheiros serão indicados para os 5.956 conselhos ativos em todo o país. Como o voto não é obrigatório, a Agência Brasil identificou uma baixa adesão à votação, mas também a iniciativa de pessoas que decidiram se envolver, este ano, com o processo eleitoral.
O engenheiro Gilberto do Nascimento reservou uma hora do domingo para se dirigir a um ponto de votação na Asa Sul, na companhia da esposa, que também registrou seu voto. O que o motivou foi o sentimento de contribuir para que haja "uma representatividade boa" no que concerne à proteção dos direitos de crianças e adolescentes, atualmente dispostos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
"Acho que o conselho deve se antecipar e ter uma visão organizacional, sistêmica e preventiva de todas as questões ligadas aos menores [de idade]", afirma. "Acho importante que todos votem e pratiquem esse direito e dever."
A secretária Maria Viana conta que votou em uma amiga, que já atuava como conselheira tutelar e, na sua avaliação, desempenhou devidamente a função. A mulher, diz ela, a orientou para que conseguisse uma vaga na escola para o seu filho menor. "A visão que tenho é de que o conselho ajuda muito, para quem o entende.
Só que tem pessoas que não o compreendem e acham que ele atrapalha na criação dos filhos. Mas ele ajuda muito, principalmente quando é o caso de um pai ou uma mãe que trata a criança mal, agressivamente.
O conselho tutelar tem ajudado muito certas famílias. Pega essas crianças [em situação] de rua, consegue escola e muda completamente a visão dessas crianças", afirma.
Edição: Aline Leal
