Postes da RGE no meio da calçada em Montenegro


Este é o resultado da reunião, extremamente produtiva, proposta pelo vereador Juarez da Silva (PTB): uma parceria entre Prefeitura e RGE Sul vai evitar o ocorrido em vários pontos na cidade, de postes serem instalados no meio do passeio público. Diversos setores participaram do debate na tarde de terça (13) na Câmara, entre eles: RGE Sul, vereadores, Secretários e pessoas da comunidade.

O vereador Juarez da Silva iniciou falando da preocupação e o incômodo que causam esses postes, instalados praticamente no meio do passeio público, sendo que vem recebendo inúmeras reclamações da comunidade. “Fico imaginando como um cadeirante, a pessoa com mobilidade reduzida e uma mãe com carrinho de bebê vai transitar nestas calçadas”, ponderou. Em seguida, mostrou fotos evidenciando a situação. Na continuidade, o vereador disse que o objetivo do encontro era buscar alternativas para que a situação não se repita em novos pontos, e que se possa estudar a adequação dos casos mais gritantes. 

Os técnicos da RGE Sul, Thiago Pedroso de Oliveira e Marcelo Flores Pereira, explicaram detalhadamente qual a razão de alguns dos mais de 800 postos novos instalados na cidade terem ficado junto ao passeio público. Segundo Oliveira e Flores, isto acontece em decorrência da rede pluvial da prefeitura, e o passeio público muito estreito, sendo que a orientação é colocar no máximo a trinta centímetros do meio-fio. Lamentaram que em muitos locais a Prefeitura não tivesse o mapeamento de onde passa a rede pluvial. Thiago Pedroso, na sequência, comentou que os postes de concreto são maiores que os antigos, de madeira. Sendo colocados na mesma posição do poste de madeira, muitas vezes irá quebrar a tubulação da rede pluvial. 

Voltando a se manifestar, o vereador Juarez alertou que era preciso chegar a um consenso, antes de efetuar o trabalho. “Não é possível colocar postes no meio do passeio público”, desabafou. O Chefe de Gabinete Edar Borges concorda que a situação realmente preocupa, e que a calçada é a pista de rolamento das pessoas. Grande parte destes problemas é em decorrência do tamanho das calçadas, com 1,5 metros, e o poste ocupa 80 centímetros. 

O Chefe de Gabinete, que também acumula a Secretaria de Viação e Serviços Urbanos, observou que em casos onde foi possível a rede pluvial foi desviada, o que permitiu que o poste fosse colocado fora do passeio público. “Nossa rede pluvial da cidade é muito antiga, e nem mesmo existe um diagnóstico real”, lamenta. Borges disse que a saída é trabalhar com planejamento entre a RGE e Prefeitura, para equacionar os problemas. Marcelo Flores argumenta que a rede precisa seguir um alinhamento. Borges ainda defendeu o Executivo ao dizer que não entende que o custo da restauração seja da Prefeitura, já que a concessionária RGE Sul causou o dano. 

Por fim, ficou ajustado que haverá uma reunião de alinhamento entre Prefeitura e RGE Sul, para fazer o planejamento antecipado de onde serão instalados os postes, o que poderá evitar em muitos casos que ele seja colocado no passeio público, já que existe a possibilidade de alteração na rede pluvial. Borges lembrou que a equipe da Prefeitura é muito pequena. Questionados pelo vereador Cristiano Braatz, sobre como ficariam os postes já instalados e que estão atrapalhando o passeio público, Thiago e Marcelo prometeram avaliar individualmente. 
Braços da iluminação pública

O vereador Felipe Kinn Menezes (PMDB) abordou a temática “braço da iluminação pública”. Citou que quando são trocados os postes, muitas vezes não é colocado de novo o braço da iluminação pública, ficando este ponto às escuras. Citou casos dos bairros Santo Antônio, Panorama e Cinco de Maio. “Eles trocam o poste, tiram o braço e este sequer volta para a Prefeitura”, apontou. 

O consultor da RGE Sul, Thiago Pedroso, disse que o vereador tinha razão em reclamar. “Nosso contrato com a prestadora de serviços prevê que obrigatoriamente ela precisa colocar o braço. Em não realizando por falta de condições técnicas, já que os braços antigos muitas vezes não são compatíveis com a furação dos postes novos, os mesmos deverão ser devolvidos para a Prefeitura”, pontua.

O presidente da Câmara, Erico Velten, trouxe a situação às margens da RS 287, entre a oficina Renauto e a TaQi, onde os postes foram trocados e trecho ficou totalmente às escuras. O supervisor Marcelo Flores disse que iria verificar o problema apresentado. 
Falta de energia em período de cheias 

O terceiro tema tratado foi o corte de energia em alguns pontos da cidade no período de enchentes. Cristiano Braatz, autor do requerimento para debater o tema, disse que em 2017 foi feito voluntariamente o levantamento dos bairros atingidos, bem como das casas, e todo este material foi entregue à Defesa Civil, para que desse andamento junto a RGE Sul. “Precisamos retomar esse assunto. Ainda estamos em tempo hábil, antes que comece os períodos de chuva e prováveis enchentes”, alertou. 

Elton José Santos da Silva, novo coordenador da Defesa Civil, disse que até o dia da reunião não tinha este material, e que depois de muita procura, o localizou. De acordo com Silva, o seu antecessor no cargo não deu andamento ao processo. Indignado, o vereador Cristiano Braatz classificou a atitude como falta de respeito e consideração por parte do ex-coordenador. Paulo Roque Kunrath, que mora em um dos bairros alagados, desabafou: “passou um ano e nada foi feito. Isto é inadmissível”. 

Conforme Thiago Pedroso, a Companhia realmente não recebeu nada deste material, para que tivesse a possibilidade de avaliar alternativas viáveis. Em seguida, na busca de solução prática, Pedroso sugeriu uma reunião de trabalho com a Defesa Civil e representante da comunidade, para definir o que realmente poderia ou não ser feito e fazer as intervenções.