A aldeia indígena Kaingang, do município de Tabaí, recepcionou na terça-feira (05) representantes do poder executivo e legislativo municipal, dos Conselhos Municipais de Assistência Social e dos Direitos da Criança e do Adolescente e da Fundação Nacional do Índio (Funai). O objetivo da visita foi estreitar relações com os membros da tribo e discutir melhores condições para o grupo que comercializa o artesanato que produz no centro de Montenegro.
Durante o encontro foi abordada a possibilidade de disponibilizar aos índios um local onde possam vender e também armazenar seus produtos, assim como os artesãos montenegrinos possuem.
O cacique da aldeia, Tomé, ressaltou a importância do comércio de artesanato em Montenegro para a tribo uma vez que, além dos benefícios que recebem através de políticas públicas, é única fonte de renda que as sete famílias que vivem no local possuem.
Outra questão levantada pelos membros da aldeia foi o preconceito que sofrem, muitas vezes, por parte dos montenegrinos que, por não conhecerem a sua cultura, acabam formando prejulgamentos equivocados em relação aos nativos, especialmente sobre a venda dos produtos ser promovida por crianças.
A Diretora Municipal de Assistência Social, Josiane Paz, destacou a necessidade de oferecer orientação à comunidade sobre a cultura indígena. “Não estamos acolhendo vocês como merecem por não conhecer seus costumes. Precisamos estudar maneiras de melhor recebê-los em nossa cidade”, conclui.
Fonte: ACOM
