Videomonitoramento: Vale do Caí terá que buscar outro modelo para implantação
Adiado mais uma vez o sonho dos prefeitos, de instalar o projeto de Videomonitoramento nos municípios do Vale do Caí. Nesta terça (15), durante audiência no Ministério da Justiça, em Brasília, comitiva integrada pelos Vereadores montenegrinos José Alfredo Schmitz (PMDB) e Carlos Einar de Mello (PP) / Naná, além de prefeitos de municípios da região, como Darci Lauermann, de São Sebastião do Caí, Sílvio Specht (Harmonia), Gilberto Reidel, de Maratá, que também é vice-presidente do Cis/Caí, ouviu do Engenheiro de Telecomunicações do Departamento de Políticas, Programas e Projetos do Ministério, Wesley da Silva Borges, que será necessário participar de edital de concorrência pública para ser possível a instalação.
O engenheiro Wesley Borges disse que, atualmente, a liberação de recursos para videomonitoramento ocorre através de um edital, que será publicado em quinze dias. “A proposta inicial está sepultada. Vocês devem ficar atentos ao edital e adequar o projeto”, acrescentou.
Como alternativa Borges sugeriu que o projeto de videomonitoramento fosse apresentado individualmente pelos municípios. Neste momento, o prefeito de São Sebastião do Caí foi taxativo: estamos lutando coletivamente pelo Vale, esquecendo os erros do passado e pensando no futuro. Para Darci, o importante é saber o que precisa ser feito para lutar pelos recursos.
Justificando a necessidade urgente dos equipamentos, o vereador José Alfredo Schmitz (PMDB) usou como argumento a instalação da Penitenciária Modulada de Pesqueiro. Temos um presídio em Montenegro que recebe um número cada vez maior de apenados, apontou.
Wesley repetiu que, na atualidade, o repasse de recursos não poderá mais acontecer como anteriormente. Segundo o técnico, deverá se aguardar o edital de chamamento, que será publicado em no máximo 15 dias.
Foi consenso na comitiva que é preciso continuar pressionando, lutando, fazendo as correções necessárias no projeto, conforme o edital. O engenheiro explicou que, com os avanços tecnológicos, atualmente é possível implantar o projeto com volume bem inferior de recursos. O Rio de Janeiro está instalando quatrocentas câmeras, com o custo de dez milhões de reais, citou.
A comitiva deverá voltar à Brasília para tratar do assunto. O tenente coronel Santos, que está assumindo uma coordenadoria no Ministério, será o elo.

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