Eles são um problema. Seja no litoral, onde predominam os Culex, também conhecidos como comuns, ou na serra, onde os Simullum, chamados de borrachudos, são mais frequentes, chega essa época e é sempre a mesma coisa. Porém, neste ano, as reclamações em relação aos mosquitos têm sido ainda maiores e não sem razão.
A bióloga Mariza Freitas explica que as chuvas de maior volume e frequência dessa temporada aumentam a incidência deste inimigo do verão.
* Os mosquitos se desenvolvem onde tem acúmulo de água. No litoral, eles se desenvolvem porque existe água suja e bastante vegetação, e a situação deste ano é extrema por causa das precipitações – explica Mariza.
O indicado para quem está sofrendo com esses insetos, seja no litoral, na serra ou na cidade, são os métodos naturais de prevenção. Mariza diz que sempre aconselha as pessoas a evitar produtos químicos, fechar a casa no final da tarde e, se ainda assim não resolver, pode-se usar receitas naturais de repelentes a base de cravo ou casca de laranja.
A dermatologista Márcia Donadussi também defende técnicas naturais, como a utilização de telas nas janelas, o uso de roupas de manga comprimida durante a noite, ou ainda, a borrifação de óleo de citronela, que pode repelir os invasores indesejados da casa.
* Se não for possível fazer nada disso, pode-se usar o repelente. Hoje temos uma gama bem variada no mercado e as pessoas podem usar de acordo com o seu tipo de pele. A loção é indicada para quem tem a pele seca e o gel, para quem tem a pele mais oleosa * afirma Márcia.
Contudo, se prevenir não for suficiente para evitar as picadas, a dermatologista indica o uso da calamina, um creme que alivia a coceira, a dor e o desconforto e é mais eficiente que o álcool. Ela pode ser encontrada em farmácias e a sua utilização não apresenta riscos, portanto, não é preciso de receita para comprá-la.
* Agora, já as pessoas que tiverem uma reação mais grave devem procurar um médico. Ele vai receitar anti-histamínicos ou corticóides * alerta Márcia.
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